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AG Plast terá nova planta destinada à reciclagem


A AG Plast, com sede em Juiz de Fora (Zona da Mata), vai investir na construção de uma nova planta destinada à atividade de reciclagem. O aporte aumentará a atual capacidade de 800 mil toneladas mensais para 2 milhões de toneladas/mês e será efetivado nos próximos meses. A informação foi adiantada ao DIÁRIO DO COMÉRCIO pelo diretor-executivo, Anderson Cardoso Guimarães, que diz ainda não haver definição de quanto será gasto no novo projeto.

"Nós já comentamos com a prefeitura nossa intenção de realizar o investimento, mas o projeto ainda está sendo feito. Não sabemos detalhes ainda. Por isso, nem estamos divulgando o empreendimento", afirma. A primeira conversa entre a prefeitura e os representantes da empresa ocorreu na última semana, quando foi formalizada a doação de um terreno por parte do Executivo local. "O terreno que doamos tem apenas 5 mil metros quadrados e fica entre dois lotes da empresa. Já estava previsto no protocolo de intenções que passaríamos essa parte da área para eles", afirma o secretário municipal de Desenvolvimento Econômico, André Luiz Zuchi.

Segundo Guimarães, a AG Plast ficou agora com uma área de 86 mil metros quadrados. Faltava essa parte doada para a liberação do habite-se da fábrica. Atualmente, a empresa tem capacidade de produzir cerca de 18 milhões de embalagens plásticas em Politeraftalato de Etileno (PET) e Polietileno (PE) mensalmente. Além disso, são recicladas 800 mil toneladas por mês. Após os investimentos, serão reciclados 2 milhões de toneladas. Somente com a primeira etapa dos aportes, a empresa conseguiu retirar de circulação mais de 56 milhões de embalagens de PET dos aterros sanitários e rios das região, o que contribui também com a lei de resíduos sólidos.

O investimento será feito na área já existente, de modo que a empresa continue com apenas uma unidade no município. Segundo o diretor, a nova estrutura foi inaugurada no ano passado e demandou aportes de R$ 25 milhões. Na época já havia a intenção de ampliação. Antes, a empresa estava em uma estrutura menor, localizada em outro bairro da cidade.

Os aportes deverão gerar 120 empregos na planta nos próximos meses. Em decorrência do aumento da capacidade de reciclagem, o faturamento deverá crescer cerca de 45% neste ano. Em 2013, a elevação tinha sido de 8%. A diferença se justifica pelo fato de o mercado estar mais positivo para reciclagem do que para produção de garrafas, segundo Guimarães.


Pioneiro - O projeto de reciclagem da empresa é pioneiro no Brasil e conta com uma tecnologia alemã que segue o sistema Bottle-to-Bottle, que transforma o lixo plástico em matéria-prima para a produção de novos produtos. O lixo é formado por descartes plásticos pós-industriais ou pós-consumo, transformados em grânulos que são usados na produção de sacos de lixo, solados, pisos, mangueiras, componentes automotivos, fibras e embalagens não alimentícias, dentre outros.

E a produção de garrafas vai seguir a todo vapor, mesmo a grande aposta sendo a reciclagem. No ano passado, por exemplo, a empresa fechou um contrato com a Coca-Cola para fornecer garrafas Ref-Pet, renováveis e de dois litros. As embalagens atendem os mercados de Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo.

 

Fonte: Diário Comércial 25/04/2014 

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